
"Ser ou não ser – eis a questão. será mais nobre sofrer na alma pedradas e flechadas do destino feroz ou pegar em armas contra o mar de angústias – e, combatendo-o, dar-lhe fim? morrer; dormir; só isso. e com o sono – dizem – extinguir dores do coração e as mil mazelas naturais a que a carne é sujeita; eis uma consumação ardentemente desejável. Morrer – dormir – dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo! Os sonhos que hão de vir no sono da morte..."
Talvez seja isso,
O sonho perdido aos poucos
A vida que não passa
Mas o tic tac das horas
Não deixam esquecer
Que ao final de contas
Vive-se a verdade inventada
A mentira institucionalizada
E esse dever em ser feliz
Nem ao menos existe mais
A liberdade de ser triste
Triste, tristeza
Essa contradição
Que inunda-nos e afoga-nos
No mar da sociedade imperfeita.
"...quando tivermos escapado ao tumulto vital nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão que dá à desventura uma vida tão longa. pois quem suportaria o açoite e os insultos do mundo, a afronta do opressor, o desdém do orgulhoso, as pontadas do amor humilhado, as delongas da lei, a prepotência do mando, e o achincalhe que o mérito paciente recebe dos inúteis, podendo, ele próprio, encontrar seu repouso com um simples punhal? quem agüentaria fardos, gemendo e suando numa vida servil, senão porque o terror de alguma coisa após a morte – o país não descoberto, de cujos confins jamais voltou nenhum viajante – nos confunde a vontade, nos faz preferir e suportar os males que já temos, a fugirmos pra outros que desconhecemos? E assim a reflexão faz todos nós covardes. E assim o matiz natural da decisão se transforma no doentio pálido do pensamento. E empreitadas de vigor e coragem, refletidas demais, saem de seu caminho, perdem o nome de ação" Hamlet

"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo..."
Mudanças e mais mudanças. Procurei, procurei e acho que finalmente encontrei um layout pro blog. Queria algo simples que deixasse apenas os textos e as imagens se sobressairem, afinal são eles que importam. Em todo esse processo tive apenas o intuito de agradar a mim mesma, na verdade busquei pelo preto e branco, não sei, gosto dessas duas cores, talvez seja um quê coco chanel que aflora na minha personalidade, mas quando vi esse template, algo chamou a minha atenção e me manteve presa a ele. Talvez tenha sido a combinação de vermelho com verde que me lembrou o ecossocialismo de Michel Löwy, minha nova paixão, não sei, talvez apenas mais uma loucura da minha cabeça.
Eu mudei, mudei muito e acredito que meus textos e posts reflitam isso. E toda essa mudança se refletiu nessa última semana de inconstancia em meu blog, por mais que eu deteste escrever em primeira pessoa eu achei que eu meio que precisava explicar o porque de tanta mudança. Não sou mais um anjo perdido, talvez tenha me tornado uma borboleta ao vento, ultimamente tenho me sentido extramemente ligada a esses serezinhos pitorescos que embelezam paisagens. Seu significado de metamorfose, a passagem dos ovos, lagarta, casulo e por fim essa criatura final. Por algum motivo vejo nisso uma metáfora de minha vida: já fui a lagarta, e por muito tempo estive presa no casulo que eu mesma criei, para agora finalmente virar borboleta.
Bom, só me resta seguir o cheiro de manga madura no ar, viver e me libertar.