

Marcas, e mais marcas. Marcas de uma vida, mal vivida intensamente. Finjimentos e brincadeiras; o velho e repetido jogo do contente. Marcas, e mais marcas. Mais uma vez elas surgem em mim, mentiras e mais mentiras mal contadas para os outros que dissumulam acreditar. É mais fácil concordar com a mentira, afinal a verdade é cruel demais para ser dita e compreendida. Fora do normal. Normal, afinal de contas o que é o normal ? A normalidade imposta me entedia, por isso mudo e faço muitas vezes o que de fato não queria.
Todo esse drama, a repetição de palavras repetidas, palavras não ditas. Falta, falta muita coisa. Falta tempo, falta alento. Faltam objetivos, amigos. Assim como tudo, as pessoas vão passando em minha vida e de alguma forma me marcam, marcas que muitas vezes gostaria de não ter, afinal é muito mais fácil fugir e se esconder.
E não adianta tapar o sol com a peneira, a inércia que me encobre e sobre mim se despeja. Não, não tenho objetivos, apenas carrego um coração partido e entre todas as coisas simplesmente sigo e sobrevivo.
"I'm just a girl, I'm just a girl in the world, and that's all they'll let me be..."

Em ti eu me perdi
E continuo me perdendo
Fujo, faço jogo
Mas no fim me arrependo.
As pessoas passam em minha vida
Mas tu és uma constancia estranha
Que em vão tento entender.
Desisti dos poréns
Em ti eu me perco
De novo e novamente
Dei tantas voltas
E parei no mesmo lugar
Conheço outros amores
Ligo para outras pessoas
Mas o tempo todo
É a ti que eu procuro
E mesmo quando penso em alguém
É por ti que fecho os olhos.
"Hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos, mesmo sem se sentir e não há tempo que volte amor vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir..."